E A FORMAÇÃO COM OS PEQUENOS, CONTINUA!

Dia 1º de junho de 2011, na sala de reuniões da Mitra Diocesana, Frederico Westphalen, reuniu-se a Equipe da Comissão Pastoral Terra, com fins de estudo, avaliação e planejamento de continuidade das atividades.
Uma boa motivação para o dia, foi a espiritualidade, a mística, coordenada por Adonai dos Santos e Mario de Oliveira. Como símbolos, colocaram na mesa, sementes crioulas, embasando a oração, com a leitura de Mt 13,1-9. A Parábola da semente. O contexto deste capítulo, apresenta muitos conflitos, entre latifundiários e camponeses. A terra na mão dos grandes. O texto, apresenta 4 tipos de terrenos. Os ricos, se apropriam da terra mais rica, terra boa. As sobras, a pelanca, sobrou para os pobres camponeses. Isto provocou muita violência, em cima dos camponeses. Para uma melhor compreensão, é preciso ler também o texto do AT, Gen 3. Aí aparecem as relações de fraternidade, transformarem-se em relações de poder e opressão, e a partilha, em exploração.  Produzindo assim, a riqueza para poucos e a pobreza de muitos. Situações como estas, marcaram décadas e continuam marcando ainda, hoje.
Olhando e interpretando o texto, estes 4 tipos de terrenos: pedregoso, à beira do caminho, espinhoso e terreno bom, dizem respeito a nossa vida. Que tipo de terreno preparamos em nosso coração para acolher a Palavra de Deus?
Foi feita também uma pequena análise de conjuntura, coordenada pelo Pastor Lobo, da Igreja Luterana, partindo de alguns analistas econômicos. Estes não vêem mudanças estruturais na política econômica do atual governo, e sim de continuísmo da gestão anterior. As corrupções continuam. Os desvios continuam. Mudaram os atores, mas o modelo continua o mesmo. E o povo pobre?!!
No dizer de Frei Beto: “O poder não corrompe, apenas mostra quem você é”.
É preciso voltar à formação. Formação clara e discutir com o povo como funciona a sociedade. A luta de classes.
Os pobres são massacrados pelo capital. O capitalismo nos sufoca. O Evangelho não é capitalista, mas indicador de caminho a seguir. Hoje, o que vale é o capital, o mercado.  Dentro desta busca voraz pelo mercado, constrói-se barragens faraônicas, desrespeitando o espaço de muitos agricultores, que lutaram a vida inteira, para sustentar suas famílias. Se passa por cima como rolo opressor. Em nossa região, à beira do rio Uruguai, são previstas  40 construções de barragens. E o agricultor, em cima de sua terras, onde serão construídas estas barragens, anestesiado, acredita em indenização justa. Que situação!   “Até quando, Senhor”!

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